NEWS

Notícias

Follow the main news in the insurance, reinsurance
and arbitration industries and much more.

< back

11.06.2018

São Paulo pode perder mais de US$ 6 bi por ameaças geradas pelo homem

Riscos causados pelo homem como crimes cibernéticos, conflitos internacionais ou colapsos no mercado financeiro representam uma ameaça tão grande à produção econômica quanto desastres naturais como furacões, enchentes, terremotos e vulcões. Um estudo do Lloyd’s mostrou que US$ 320,1 bilhões (em média) do PIB global estão em risco anualmente.

A pesquisa CityRisk Index analisa 22 riscos que ameaçam 279 cidades ao redor do mundo e o potencial de perdas que eles podem causar. Entre as cidades latino-americanas, São Paulo se encontra na segunda posição entre as mais ameaçadas, com US$ 6,54 bilhões da sua produção econômica em risco por ano, atrás apenas da Cidade do México. O Rio de Janeiro, com US$ 2,72 bilhões por ano em risco, fica em quinto lugar, com Brasília em décimo (US$ 1,29 bilhão).

“Não existe nenhum local completamente livre de riscos. Interrupções sempre irão acontecer, seja como resultado de um furacão ou de um ciberataque. As cidades precisam entender e quantificar a sua exposição aos riscos”, declara Marco Castro, presidente do Lloyd’s Brasil. “Investir em proteções à enchentes a firewalls e cibersegurança avançada, combinada com seguro reduz o impacto de eventos extremos nas cidades. Nosso dever é alertá-los disso”, continua.

São Paulo

A quebra no mercado (US$ 2,98 bilhões; o segundo maior valor entre todas as cidades analisadas); conflitos civis (US$0,83 bilhão); e o default soberano (US$ 0,82 bilhão; o segundo maior valor entre as cidades analisadas) são as três principais ameaças à capital paulista.

Esta última ameaça também aparece com destaque nas outras cidades brasileiras, em parte devido ao cenário de saída de uma forte depressão, em conjunto com a indefinição política por conta das eleições presidenciais. Em comparação, cidades como Cidade do México e Lima são mais afetadas por ameaças naturais, como tempestades tropicais e terremotos.

Mundo

O índice revela que 279 cidades em todo o mundo – os principais motores do crescimento econômico global com um Produto Interno Bruto (PIB) combinado de US$ 35,4 trilhões – arriscam perder em média US$ 546,5 bilhões da sua produção econômica anualmente (“PIB em Risco”), considerando todas as 22 ameaças. Isso compreende US$ 320,1 bilhões para riscos gerados pelo homem e US$ 226,4 bilhões para catástrofes naturais.

Castro afirma que “a América Latina é menos resiliente aos desastres por conta dos seus níveis relativamente baixos de seguros ao longo do continente. Brasil, México, Colômbia e Chile estavam coletivamente com mais de US$ 20 bilhões não segurados. Em outras palavras, essa é a quantidade de capital que os governos devem encontrar dos fundos públicos para se recuperar de desastres.

Principais tendências identificadas pelo índice

As ameaças geradas pelo homem estão em ascensão: Estes tipos de ameaças representam 59% de todo o “PIB em Risco” global. O colapso do mercado financeiro é identificado como a maior ameaça à economia global, colocando em média US$ 103,3 bilhões em produção econômica global em risco por ano. Refletindo o crescente nível de instabilidade geopolítica em todo o mundo, o estudo indica que conflitos entre nações é o segundo maior risco – totalizando US$ 80,0 bilhões de “PIB em Risco”.
As alterações climáticas ainda são um grande fator de risco: os riscos relacionados ao clima respondem juntos por US$ 123,0 bilhões de “PIB em Risco”, e espera-se que essa soma cresça à medida que os eventos climáticos extremos se tornarem cada vez mais frequentes e graves. Os eventos climáticos mais custosos são os vendavais, que representam US$ 66,3 bilhões de “PIB em Risco” e as enchentes, o que coloca em risco mais US$ 42,9 bilhões da produção econômica.
A maior parte do risco está concentrada em algumas cidades: as 10 cidades com maior “PIB em Risco” enfrentam juntas US$ 126,8 bilhões em perdas potenciais para a produção econômica a cada ano. Isto representa quase um quarto do “PIB em Risco” total e mais do que o montante do “PIB em Risco” na África, no Oriente Médio e na América Latina combinados. Essa descoberta reflete a crescente concentração de riqueza em certas regiões geográficas e, portanto, a vulnerabilidade da economia global a eventos perturbadores.
A construção de resiliência é uma prioridade urgente: o índice classifica a resiliência de cada cidade com base em critérios como financiamento para serviços de emergência e níveis de seguro. Se cada cidade do índice melhorasse sua resiliência ao nível mais alto, o “PIB em Risco” global diminuiria em até US$ 73,4 bilhões.

O executivo diz o seguro é uma maneira de mitigar riscos. “O seguros devem ser considerados e trabalhados em conjunto com outras medidas, como melhorar a cibersegurança de instituições financeiras e construir prédios adaptados à terremotos”. Ele ainda ressalta que é importante que seguradoras e governos trabalhem em conjunto na estruturação econômica, ainda mais em países onde o cenários político e econômicos se mostram conturbados, como no Brasil.

Nesse cenário, o seguro poderia fornecer fundos imediatamente após uma catástrofe para restaurar propriedades danificadas e indenizá-las pelas perdas econômicas causadas pela interrupção dos negócios, o que aceleraria a velocidade do processo de recuperação das cidades em desastres. No caso de os moradores contratarem seguros que cobrem danos à propriedade e interrupção de negócios, algumas destas perdas poderiam ser indenizadas por meio de pagamentos de sinistros.

Eventos extremos

Apesar de raros, os eventos extremos acontecem e geram um abalo considerável na economia atingida. Um exemplo é a cidade de Los Angeles, onde, de acordo com o índice, a estimativa média de perda anual para um terremoto é de US$ 2,7 bilhões do “PIB em Risco”. No entanto, de acordo com o mesmo índice, em um cenário extremo, um terremoto em Los Angeles poderia fazer com que a cidade perdesse até US$ 380,4 bilhões de PIB.

Fonte: www.revistaapolice.com.br

RECOGNITION

For the second consecutive year, Schalch Sociedade de Advogados (SSA) is part of the select group of Brazilian insurance offices and is recommended by The Legal 500 Latin America 2017.

Leading Firm

The 2017 edition of the international guide on Latin America The Legal 500, Debora Schalch highlighted, as references in the area of insurance, including it in the list of "Recommended Lawyer".

Recommended Lawyer

Contact

São Paulo SP

55 (11) 3889 8996
55 (11) 3059 0060
Av. Brig. Faria Lima, 4509, 3º floor
ssa@ssaadv.com.br

logotipo da Schalch

© 2015 – Schalch Sociedade de Advogados. All rights reserved.